Enviado em 17 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
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raimundo carrero só tem bons sentimentos. irmão mais novo maurício manda muito bem. sentados os três diante da platéia tivemos o cuidado de falar uns dos outros. platéia atenta. antes, encontro sempre bacana com o ruffato. marechal também por ali. duas três quatro devassas. água mineral para o bate-papo. cinco dez oito devassas no após. à fernando de albuquerque com marechal, fernandinha, vivian e juliana (?). moço da ediouro chegando no meio da janta. bohemias cachaças risadas. quatro paradas respiratórias. mas isso bem depois. isso do alto da frei caneca. uma surra. queda alguma. a calçada, o céu: são paulo. coisas para se fazer quando você não consegue respirar: beijar os próprios dentes. escritores e jornalistas brasileiros contemporâneos. o brasil é o país. o país. o país. meus pulmões. morri.
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Enviado em 16 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
É o seguinte: hoje, às vinte horas, no estande do SESC da Bienal do Livro de São Paulo, eu, Maurício de Almeira e Raimundo Carrero bateremos um papo sobre o Prêmio SESC de Literatura.
A Bienal acontece no Anhembi. O estande do SESC fica entre as ruas F e G e as avenidas 2 e 3. Hoje, às 20 horas.
Maurício de Almeida venceu a edição mais recente do Prêmio SESC, categoria “contos”, com o livro “Beijando Dentes” (Record). Eu venci a edição 2005 com meu romance “Hoje está um dia morto” (Record). Raimundo Carrero dispensa apresentações e foi jurado em uma das edições do prêmio.
O Prêmio SESC é a melhor e mais importante premiação literária para autores inéditos. Os livros vencedores são lançados pela Record e os ganhadores levam de presente uma turnê de lançamentos por várias cidades do país. Eu recomendo.
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Enviado em 16 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
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sãopaulo. bienal. avião: no explosion: chato. guarulhos. sãopaulo. hotel. jeremias. banheiro. tombaço no banheiro: engraçado. e dolorido. cervejasol no avião. cervejaheineken no quarto. cervejadevassa na bienal? a saber. murilo the bartender. burilo the martender. papo com buddy via msn. risada de macaco. conhecer maurício beija-dentes. não os meus. saudades de casa. minha casa me levou ao aeroporto. minha casa ficou de me buscar no aeroporto. amanhã. hoje, sãopaulo. bienal. turito mhe barlender. devassa. uma antes, nove depois. eu conto. eu conto tudo. depois.
ontem, renato russo. junior ajeitou as entradas. não ficamos até o fim. onde o monólogo? forçação de barra. um show ruim de uma banda cover ruim da legião. constrangedor. embaraçoso. irritante. mambembe. chato. percam.
sãopaulo. bienal. voltar pra casa. amanhã.
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Enviado em 15 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
(Esquina da Anhanguera com a 2, 12:23hs. Eu só queria atravessar a rua.)
HOMEM 1: Pois é, os outro confunde. O sujeito tá agoniado e eles acha que ele tá louco. Mas ele não tá louco, não. Tá só agoniado.
HOMEM 2: Tem o diabo, também.
HOMEM 1: Tem, mas o diabo é diferente. O diabo não agonia ninguém, não.
HOMEM 2: Agonia, não?
HOMEM 1: Agonia, não. O diabo só queima os outro por dentro.
HOMEM 2: E por fora também, né?
HOMEM 1: Por fora também, por fora também. Aí o sujeito fica louco.
HOMEM 2: Virge.
HOMEM 1: O trem é fei, uai. O trem é fei.
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(Embarco amanhã cedo pra São Paulo. Bienal do Livro. Mas volto já no domingo. Segunda-feira eu conto como foi. Se o avião não cair, é claro.)
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Enviado em 15 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
eu morro às quintas-feiras
estirado no escuro corredor estreito
que liga o meu quarto às suas vértebras
eu morro às quartas-feiras
no meio de uma curva fechada
entre leopoldo de bulhões e bonfinópolis
sua cabeça para fora da janela
sua cabeça eternamente para fora da janela
eu morro às terças-feiras
às sextas
aos sábados
e às segundas-feiras
e ao terminar no sétimo dia
a obra que tenho feito
descanso do meu trabalho
estirado no escuro corredor estreito
que liga as minhas vértebras às suas
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Enviado em 15 de Agosto de 2008
Publicado por André de Leones
A palavra “assobio” não assovia.
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